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Campo Grande,11/07/2026

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Documentário “Fronteiras” une dança e memória em circuito gratuito

campograndenews.com.br
Documentário “Fronteiras” une dança e memória em circuito gratuito

Cruzando dança e registro biográfico, a produção audiovisual “Fronteiras” realiza um circuito gratuito de exibições e oficinas em Campo Grande e Porto Murtinho ao longo deste mês de julho. Além de apresentar um filme, o projeto propõe um deslocamento de olhar: enxergar o corpo como território de memória, linguagem e resistência. Dirigido por Ralfer Campagna e Raylson Chaves, o documentário se constrói no encontro entre movimento e imagem para dar visibilidade a histórias que, muitas vezes, não encontram espaço nos registros tradicionais. Na tela, as trajetórias de Luara Maria e Rose Mendonça conduzem a experiência. Mulheres negras, uma travesti e outra cisgênera, elas não apenas relatam vivências, mas ocupam a imagem com seus corpos, tensionando normas e ampliando as possibilidades de representação das feminilidades negras. “Há coisas que não se dizem, se atravessam, se sentem e se manifestam no gesto. O corpo comunica sem precisar passar pela palavra falada ou escrita; ele próprio é a linguagem. Cada movimento carrega memória e identidade, produzindo sentidos e leituras de mundo. Nesse contexto, a presença da dança e das produções das artistas no filme reafirma o legado que elas seguem construindo no Estado. É uma outra forma de fruir e contar suas histórias por meio do movimento”, afirma Campagna. A proposta não se encerra na exibição. Em Campo Grande, o filme será apresentado nesta sexta-feira (10), às 20h, no Tampa Espaço Criativo. Na sequência, entre os dias 15 e 17, o MIS (Museu da Imagem e do Som) recebe oficinas de criação de roteiros documentais, que exploram o diálogo entre corpo, memória e audiovisual. No dia 18, a programação segue para Porto Murtinho, com atividades formativas ao longo do dia e exibição gratuita do documentário no Cine Teatro Ney Machado Mesquita. Voltadas preferencialmente à comunidade negra e LGBTQIAPN+, as oficinas propõem uma introdução prática à construção de narrativas que partem do corpo e do movimento. A própria construção do filme percorre uma cartografia que conecta o urbano e o simbólico, do Parque Ayrton Senna, em Campo Grande, às margens do Rio Paraguai, em Porto Murtinho. Espaços que atravessam as vivências das protagonistas e reforçam a ideia de fronteira como lugar de encontro, disputa e criação.




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