Seja bem-vindo
Campo Grande,16/06/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

“Não dá para errar em casamento de 35 anos”, diz Riedel sobre concessões e PPPs

campograndenews.com.br
“Não dá para errar em casamento de 35 anos”, diz Riedel sobre concessões e PPPs

“Não dá para errar em um casamento de 35 anos”. Com essa analogia, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Corrêa Riedel (PP), resumiu o cuidado adotado pelo Estado na estruturação de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas). A declaração foi feita durante a Reunião Estratégica Regional, realizada na manhã desta terça-feira (16), em Campo Grande, e promovida pela plataforma P3C e pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas), para discutir modelos de cooperação entre o Poder Público e a iniciativa privada. Segundo o governador, o sucesso da estratégia sul-mato-grossense é fruto de uma diretriz iniciada ainda na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), há 11 anos. Desde então, o Estado apostou nesse modelo de gestão, estruturou uma equipe que reúne conhecimento técnico e habilidade política e manteve o foco no planejamento de longo prazo para garantir a entrega de projetos consistentes. Para Riedel, a principal diferença esteve na disposição de investir tempo na modelagem das propostas e na formação de um time capaz de conduzir negociações complexas sem perder de vista os objetivos traçados. “As coisas não acontecem da noite para o dia. É uma construção de embate diário, de definição muito assertiva do que se quer, para não se perder nas trilhas do dia a dia em relação ao foco. Lá atrás, quando pensamos nos principais projetos, foi uma decisão de governança, com um secretariado capaz de entregar resultados, técnico e, ao mesmo tempo, com habilidade política suficiente para conduzir o dia a dia do setor público. Reunimos o melhor time possível porque não dá para errar em um casamento de 35 anos. Não dá para errar na ousadia de fazer um projeto de PPP de hospital. Foram quase três anos de maturação, porque depois serão 30 anos em que a sociedade vai lidar com aquele equipamento do ponto de vista da política pública e do equilíbrio financeiro. Então, investir tempo e investir em planejamento sobre o que se quer nunca é perda. Às vezes atrasa dois, seis meses, mas, no fim, a gente entrega o melhor produto”, comentou o governador. Entre os exemplos citados por Riedel está a parceria público-privada (PPP) do esgotamento sanitário, que deverá permitir que Mato Grosso do Sul alcance a universalização do serviço já no próximo ano. Para ele, o ambiente de segurança jurídica e transparência construído pelo Estado foi determinante para atrair investimentos privados. “Esse crescimento todo aconteceu muito em função de um ambiente de oportunidades de negócios, de segurança jurídica, de relacionamento transparente, aberto e de governança. É isso que temos construído e que permite atrair capital e empresas de uma maneira muito saudável para o Estado. E eu quero citar algumas iniciativas que são muito relevantes, como o exemplo do saneamento básico. Hoje temos 77% de cobertura em todo o Estado e vamos chegar à universalização.” O modelo adotado por Mato Grosso do Sul também recebeu elogios dos palestrantes do evento. Para Guilherme Peixoto, superintendente de Relações Governamentais e Governança em Licitações da B3, o histórico do Estado aumenta a confiança do mercado na qualidade dos projetos estruturados. “Os projetos que vão para a B3, na sua esmagadora maioria, são projetos bem-sucedidos. Então, a expectativa é que, quando esse projeto chegar à B3, ele já tenha passado por todos os ajustes necessários e se torne mais um caso de sucesso. O Estado conduz os projetos aqui em Mato Grosso do Sul com bastante serenidade e tecnicidade. Por isso, nossa expectativa é de mais um ciclo de projetos bem-sucedidos”, destacou. Na avaliação de Luciene Machado, superintendente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Mato Grosso do Sul se consolidou como referência nacional na modelagem de concessões e PPPs, servindo de exemplo para outras unidades da federação. "O banco tem uma carteira grande de estruturação de projetos e, como você sabe, mais ou menos metade dessa carteira está com os estados, e não com a União ou os municípios. O que nós estamos fazendo aqui, na verdade, é aprendendo um pouco mais com o exemplo de Mato Grosso do Sul. Sempre que temos oportunidade de conversar com outras equipes e secretários de outros estados sobre investimentos em rodovias, aeroportos ou infraestrutura social, levamos o exemplo daqui. O Hospital Regional, por exemplo, já é um marco relevante e provavelmente todo mundo que modela parcerias no setor de saúde vai ter que olhar esse projeto em detalhe".




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.