Após 65 dias, “Fujona” deixa quarentena e vai para tanque no Bioparque
Após passar 65 dias em quarentena, o pirarucu “Fujona” foi transferido para o tanque Grandes Rios, no Bioparque Pantanal, na manhã desta quarta-feira (10). O animal ficou conhecido após pular do tanque onde era transportado, no meio da Avenida Mato Grosso, no dia 1º de abril. Fujona chegou ao Bioparque no dia 6 de abril, depois de ganhar repercussão pelo episódio inusitado, e desde então permanecia em isolamento para monitoramento. À época, a previsão era de que o período de quarentena durasse entre 15 e 40 dias, antes da integração ao tanque principal. Ao Campo Grande News , a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, explicou que, durante esse período, foram avaliados diversos parâmetros do peixe, como saúde, nutrição e bem-estar animal. Entre os critérios observados estão comportamento, aceitação alimentar, condição corporal, ausência de sinais clínicos de enfermidades e adaptação ao ambiente. Após os exames, a equipe concluiu que Fujona está em condições adequadas para viver no novo espaço e conviver com outros peixes. “Como ocorre com qualquer animal recém-chegado, houve um período inicial de adaptação ao novo ambiente e à rotina de manejo, mas a evolução foi considerada satisfatória, com boa resposta alimentar e comportamento compatível com a espécie”, afirmou a diretora. Maria Fernanda detalhou ainda que, durante a quarentena, a equipe seguiu protocolos sanitários e de bem-estar animal. No entanto, devido ao histórico do pirarucu, o acompanhamento foi mais rigoroso nos primeiros dias. “Especialmente em relação a possíveis lesões traumáticas, níveis de estresse e adaptação comportamental, garantindo uma avaliação completa antes da sua integração ao plantel”, explicou. Agora no novo “lar”, a equipe técnica do Bioparque Pantanal vai monitorar as interações do pirarucu com os demais animais do tanque. “Esse acompanhamento permite identificar rapidamente qualquer alteração comportamental e adotar medidas de manejo, caso necessário, sempre priorizando o bem-estar dos indivíduos envolvidos”, destacou. A diretora ressalta que o tanque Grandes Rios foi projetado para abrigar espécies de grande porte, sem risco de predação entre elas. Fujona terá a companhia de outro pirarucu, Bento. “O comportamento dos animais será acompanhado de perto, mas a expectativa é de uma adaptação tranquila e que ela se dê bem com o nosso pirarucu Bento e também com os demais integrantes do recinto”, disse. Depois da fuga, da transferência e da quarentena, a trajetória de Fujona também será utilizada em ações de educação ambiental. “O Bioparque vai se valer da história da ‘Fujona’ para promover a conscientização sobre fauna, espécies invasoras e conservação. O apelido, adotado de forma espontânea pela população, já contribui para aproximar o visitante de temas importantes relacionados à biodiversidade”, concluiu.




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