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Campo Grande,26/05/2026

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Condenado a 126 anos, Palermo vivia como 'próspero empresário do agro' na Bolívia

correiodoestado.com.br
Condenado a 126 anos, Palermo vivia como 'próspero empresário do agro' na Bolívia

Capturado hoje (26) nas proximidades da cidade boliviana de Cotoca, o megatraficante com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, estava refugiado e vivendo como um "próspero empresário do ramo agrícola" no País vizinho. 

Preso após cerca de uma década fugido das autoridades brasileiras, o criminoso que estava vivendo em uma confortável casa boliviana, no momento em que foi surpreendido pelos agentes. Ele será entregue às forças de segurança pública do Brasil para o cumprimento de sua pena. 

A prisão foi confirmada pelas autoridades do País vizinho e pela Polícia Federal, que destacou que Palermo aparecia entre "alvos prioritários das forças de segurança brasileiras e permanecerá à disposição das autoridades competentes para os procedimentos cabíveis".

'Próspero empresário do agro'

Conforme repassado por um alto funcionário da Felcn, Gerson Palermo se instalou em uma propriedade em Cotoca e vivia escondido na Bolívia, como publicado pelo portal local El Deber, se fazendo passar por um "próspero empresário do agronegócio". 

"Nos últimos anos, ele conseguiu se instalar em uma propriedade perto de Cotoca , onde aparentemente se fazia passar por um próspero empresário do agronegócio", citam as autoridades bolivianas.

Agora, Palermo já está cumprindo os devidos processos para ser deportado, com a entrega marcada para acontecer de forma "discreta" e sob rígidas medidas de segurança, segundo confirma o comandante da polícia de Santa Cruz, David Gómez. 

Segundo informações bolivianas, a prisão aconteceu no contexto do "Plano Falcão" (em tradução livre), um planejamento estrutural que conta com instalação de dispositivos de controle estático. 

"Outro pilar fundamental deste Plano Halcón é o trabalho investigativo. Criamos equipes de investigação em todas as áreas para gerar e alcançar a prevenção de indivíduos envolvidos com o crime organizado. O resultado é este, com a prevenção da prisão repentina de um suspeito brasileiro com ligações com o PCC", completou.  

Palermo: o pivô

Pivô do afastamento do desembargador Divoncir Schreiner Maran de suas funções do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Gerson Palermo é conhecido para além de sua pena superior a um século de prisão, uma vez que já sequestrou avião e até comandou a considerada "maior rebelião em presídios da história do Estado", que acabou com sete mortes no presídio de Campo Grande. 

Durante o dia das mães de 2005, o presídio de Segurança Máxima da Capital viveu um motim, que levou sete presos à morte, além da destruição de diversas alas do complexo. 

Enquanto cumpria regime semiaberto na Colônia Penal Agrícola de Campo Grande, foi preso pela Polícia Federal, em setembro de 2007, acusado de liderar quadrilha que estava com 1,5 tonelada de maconha.

Piloto de aeronaves, Gerson atuava no tráfico de drogas e sua última prisão havia sido registrada em 2017, figurando em noticiários policiais muito antes disso. 

Após a virada do milênio, em agosto de 2000, Gerson colaborou no sequestro de um Boeing que transportava R$5 milhões pertencentes ao Banco do Brasil.

Sendo mais um entre os homens da quadrilha de Marcelo Borelli, homem condenado a 177 anos de cadeia e morreu no presídio ainda em 2011, além do envolvimento neste caso, Palermo foi condenado principalmente por envolvimento com o narcotráfico, atuando principalmente como piloto de avião. 

Depois de uma série de prisões e fugas, ele cumpriu pelo menos 8 anos de prisão de um total de 59 anos das ações das quais não cabem mais recursos.  Porém, ele tem mais 67 anos de pena a pagar, que ainda não aparecem na lista de sua execução penal, porque ainda cabe algum tipo de recurso. 

 

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