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Campo Grande,13/06/2026

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Campo Grande aparece com a maior inflação do País em maio

correiodoestado.com.br
Campo Grande aparece com a maior inflação do País em maio

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que Campo Grande lidera a alta da inflação no mês de maio, empatada com Aracaju como a maior variação percentual no período (1,31%).

Conforme divulgado pelo IBGE, o IPCA nacional para o mês de maio ficou em 0,58%, índice esse que aparece 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em abril. Esse valor indica ainda alta de 3,20% no ano e 4,72% nos últimos doze meses consecutivos. 

Nacionalmente ainda, a maior variação e impacto vieram do grupo de alimentação e bebidas (1,33% e 0,29 p.p. respectivamente). Ou seja, a nível nacional, os principais "vilões" da inflação de maio foram representados pelas seguintes altas: 


44,69% - batata-inglesa  
20,62% - do tomate  
16,80% - da cebola e
1,39% - das carnes 


Até o mês de maio, a comida mais cara e os combustíveis figuravam como "vilões" da inflação local, com Campo Grande sentindo influência na inflação graças à alta no preço da batata-inglesa e pressões exercidas pela gasolina e óleo diesel no grupo dos transportes 

Desde 1980 o IBGE realiza o cálculo do chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede o rendimento monetário das famílias que recebem entre um e até 40 salários mínimos. 

Cabe relembrar que, Campo Grande fechou 2025 com a menor inflação do País, porém, apesar de três meses consecutivos e a 4ª deflação anual registrada em outubro do ano passado, o índice voltou a subir em 2026.

Apesar de abrir o ano de 2026 com inflação de 0,48%, acima da média nacional, até fevereiro a Cidade Morena aparecia com o 2ª menor índice entre as capitais. 

Inflação em CG

Empatada com Aracaju no topo das maiores variações, a Cidade Morena bateu alta de 1,31% na inflação de maio, segundo o IBGE, índice esse que aparece 0,29 ponto percentual acima do 1,02% registrado por Campo Grande em abril. 

Sendo que o IPCA de maio de 2025 bateu 0,13%, o acumulado do IPCA no ano chega a 3,95%, enquanto o índice nos últimos doze meses chega à casa de 4,30%.

Neste recorte regional, oito dos nove grupos tiveram alta no último mês, com destaque para "habitação" e "alimentação e bebidas", com as seguintes variações e impactos: 4,88% (0,73 p.p.) e 2,09% (0,46 p.p.) respectivamente. 

Com o maior peso mensal no índice local, os 2,09% de alta em "Alimentação e bebidas" foram influenciados principalmente pela refeição em domicílio graças aos diversos itens que compõem a mesa do campo-grandense e ficaram mais caros. 

Entre os "vilões" deste subitem, aparecem as altas no preço dos seguintes itens: 


Tomate (22,61%), 
Batata inglesa (60,25%),
Cebola (29,37%), 
Costela (2,16%) e 
Contrafilé (3,21%). 


Já no sentido oposto, o campo-grandense viu quedas nos preços da banana d’água/nanica (-11,09%), café moído (-2,99%) e do ovo de galinha (-5,8%). 

Também vale citar a influência do aumento da energia elétrica residencial (de 3,67% nacionalmente) na alta registrada em "habitação" no IPCA de maio. 

Nesse sentido, desde 24 de abril passou a vigorar em Campo Grande o impacto de energia elétrica residencial no IPCA local. Para a Capital do MS, a alta neste subitem foi de 13,56%. 

"Quando comparada às demais capitais e regiões metropolitanas que integram a pesquisa, Campo Grande registrou a maior alta no subitem energia elétrica residencial", cita a seção de disseminação de informações do IBGE em nota. 

 




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